A manutenção do seu veículo não precisa ser sinônimo de dor de cabeça.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a manutenção automotiva não é tão complicada quanto parece. Aliás, você mesmo pode avaliar as condições e indicações de anormalidades que seu veículo apresenta. Claro que é necessário um pouco de conhecimento para isso.
Por isso, para você não ficar na mão e ter prejuízo, é importante conhecer quais são os principais itens de um veículo, e quais cuidados você deve adotar com cada um deles.
Confira 10 dicas de manutenção automotiva para você que você não seja surpreendido.
1- Fique de olho no óleo do motor e do câmbio.
O óleo do motor é muito importante para manter o bom funcionamento do motor. Ele é responsável por lubrificar as peças internas, reduzindo o atrito e evitando o desgaste excessivo dos componentes. Além de manter a temperatura e eliminar as impurezas do conjunto.
Portanto, é importante verificar com frequência a qualidade e o nível do óleo do motor.
Para quem usa o carro frequentemente e em longas distâncias, a troca deve ser feita a cada 5 ou 7 mil km, ou a cada seis meses.
Já se você não utiliza o carro constantemente, a substituição deve ser realizada entre 10 mil e 16 mil km ou um ano. Você pode conferir o nível e qualidade de óleo em casa mesmo, porém, caso tenha alguma dúvida, procure um posto de combustível e peça para que o frentista faça essa avaliação.
Já o óleo da caixa de câmbio atua como lubrificante das peças internas do conjunto e também refrigerando e limpando o sistema.
Alguns modelos com câmbio manual não necessitam da substituição da substância. Neste caso, você deve pedir ao seu mecânico somente para checar o nível do óleo a cada 10 mil km e completa-lo caso necessário. Porém, você precisa sempre checar o manual do proprietário.
Por outro lado, num câmbio automático, é recomendada a troca do óleo a cada 50 mil km, de acordo com o seu veículo e o fabricante. Você precisa checa-lo a cada 20 mil ou 30 mil km devido à possibilidade de vazamento.
2- Verifique o sistema de arrefecimento
O sistema de arrefecimento tem como principal função manter a temperatura ideal do conjunto mecânico do carro.
Esse sistema é composto por bomba d’água, válvula termostática, radiador, ventoinha, reservatório de expansão de água, sensores de temperatura, líquido de arrefecimento, tubulações e mangueiras.
Para manter o seu veículo em boas condições e evitar dores de cabeça, é indicado que o líquido de arrefecimento seja substituído a cada 30 mil km ou um ano, a válvula termostática a cada 70 mil ou 100 mil km. Já os demais componentes, devem ser avaliados durante a manutenção do conjunto e a troca feita conforme os desgastes apresentados pelas peças.
Você pode fazer a verificação do nível do líquido de arrefecimento do seu sistema de forma simples. Em caso de dúvidas, procure um posto de combustível para que o frentista te ajude a identificar se é necessário completar ou trocar o líquido.
3- Faça a manutenção e substituição dos filtros quando necessário
Os filtros de ar, combustível e óleo possuem a função de impedir que impurezas cheguem no sistema de ar, combustível, no tanque e no sistema de alimentação e na lubrificação do motor, respectivamente.
Portanto, é recomendado trocar o filtro de ar a cada 10 mil km ou numa quilometragem menor em caso de uso constante.
Já o filtro de combustível, deve ser trocado entre 10 mil e 15 mil km. O filtro de óleo deve ser substituído sempre com a troca de óleo, entre 10 mil e 15 mil km.
4- Confira as velas de ignição
As velas de ignição são responsáveis por produzir a faísca que faz o combustível explodir e iniciar o funcionamento do motor.
Caso elas não estejam em boas condições, podem provocar um aumento do consumo de combustível, aumento das emissões de poluentes e o acúmulo de resíduos na câmara de combustão. Além de acelerar o desgaste das bobinas e do catalisador.
As velas de ignição do motor de um automóvel devem ser verificadas a cada 10 mil km.
No entanto, a substituição varia de acordo com as condições dos componentes e também conforme as recomendações da fabricante do veículo no manual do proprietário.
Leve o seu veículo a um mecânico de confiança para que ele faça a checagem correta das velas e cabos. Em caso de oxidação ou ressecamento, rachaduras e mau encaixe, devem ser substituídos imediatamente. Os cabos em más condições podem provocar queda de rendimento e falhas no motor e fuga de corrente.
5- Revise os freios com frequência
Um dos itens mais importantes para a segurança dos ocupantes do veículo também merece muita atenção.
O conjunto de freios é composto por uma série de recursos, como o pedal, fluído de freio, servo freio, cilindro mestre, discos e tambores (ou somente discos, dependendo do automóvel), pastilhas, lonas e mangueiras, e canos.
O recomendado é fazer a manutenção preventiva seguindo o tempo de cada componente. As pastilhas, por exemplo, costumam durar cerca de 25 mil km, assim como os discos.
Já os tambores e as lonas possuem uma duração média de 50 mil km. As outras peças devem ser trocadas apenas quando apresentarem um desgaste significativo.
Verifique o manual do proprietário para conhecer melhor como o sistema de freio do seu veículo funciona.
6- Mantenha a bateria em boas condições
Problemas na bateria podem dar grandes dores de cabeça.
Imagina você não conseguir destravar o seu carro pelo alarme ou até mesmo não conseguir dar partida no motor? É uma situação muito complicada e desesperadora.
Portanto, você deve checar as condições da bateria do seu carro sempre que possível. Verifique a situação da fixação da bateria, cabo positivo e negativo, nível do eletrólito (líquido da bateria), tampas dos elementos, caixa da bateria e conexão dos cabos. Já a manutenção deve ser focada no reabastecimento dos elementos, carga e nível do eletrólito.
7- Realize a revisão do conjunto de suspensão
A suspensão é responsável por sustentar o veículo e garantir que os ocupantes não sintam os impactos diretos das imperfeições da via.
O conjunto é composto por amortecedores e molas, braços oscilantes, pivô e barra estabilizadora. Um sinal de que há alguma coisa errada, é quando você esculta ruídos e barulhos estranhos ou até mesmo sinta dificuldade em dirigir. Quando isso acontecer, fique em alerta e evite problemas maiores.
Uma dica importante, é acompanhar o desgaste das peças, realizar a inspeção periódica e substituir as peças quando necessário.
Fazer uma manutenção periódica no conjunto de suspensão é importante para que você não tenha problemas ainda maiores e que possam danificar outros componentes do seu veículo.
8- Faça a manutenção de rodas e pneus
Assim como os freios, o conjunto de rodas e pneus também são importantes para garantir a segurança dos ocupantes de veículo.
Quando usados em más condições, podem ocasionar sérios acidentes. O desgaste desses componentes acaba sendo frequente caso você tenha como costume trafegar em vias danificadas, com muitos buracos e irregularidades de obstáculos.
Portanto, faça a manutenção periódica das rodas e dos pneus, para ter a certeza de não há riscos para você e sua família.
É importante fazer o alinhamento e o balanceamento a cada 5 mil km rodados, assim como o rodízio dos pneus a cada 5 ou 10 mil km.
Você deve ficar atento ainda aos pneus carecas, que devem ser substituídos quanto antes. Pois, além de ser perigoso, também pode ser motivo para multas. Uma vez que, trafegar com pneus carecas é considerado infração passível de multa.
As rodas merecem atenção para rachaduras, amassados e ao desgaste de parafusos. Em caso de danos profundos, o recomendado é fazer a troca da roda do veículo.
9- A correia dentada também merece atenção
A correia dentada é uma das peças mais imponentes para garantir o funcionamento do motor.
Ela liga o eixo-comando de válvulas ao virabrequim do motor, mantendo o sincronismo e controlando a abertura e fechamento das válvulas de admissão e escape, além do virabrequim e do comando de válvulas. Sendo assim, ela deve estar sempre em condições para evitar sérios problemas.
É recomendada a revisão da correia dentada a cada 10 mil km rodados ou de seis em seis meses. Além da correia dentada, você deve checar as condições dos tensionadores e das polias.
Porém, essas dicas não valem para carros dotados de corrente de transmissão, que é mais robusta, não conta com um prazo determinado para sua substituição e não costuma dar defeitos. Neste caso, a corrente deve ser checada a cada 50 mil km.
10- Faça a manutenção das palhetas dos limpadores de para-brisa
A maior parte dos motoristas só lembram das palhetas dos limpadores para-brisa somente em condições de chuva. E só fazem a sua troca quando elas começam a apresentar rangidos em seu funcionamento e, principalmente, ineficiência para limpar a água dos vidros.
É importante prestar atenção na borracha dos limpadores, pois, esse costuma ser o componente com mais desgaste. Não apenas pelo seu uso, mas também pela exposição frequente ao sol. Isso pode fazer com que a borracha fique ressecada e apresente problemas.
O recomendado é fazer a troca da borracha em um intervalo de 3 a 4 meses. Já os outros componentes devem ser trocados quando apresentarem desgaste ou defeitos.
Gostou desse artigo? Então, fique de olho em nosso blog para receber muito mais informação sobre o mundo automotivo.